Conferência Ene: lugar de GENTE BOA! – Parte 1

Aqui vamos nós, primeiramente com um pedido de desculpas pelo mais de um mês sem escrever. Muitos problemas técnicos e não técnicos, mas nada que justificasse a falta de conteúdo por aqui.

Vamos então retomar o ritmo, e gostaria de compartilhar com vocês uma experiência fantástica sobre a Conferência Ene, evento de carreiras dos mais fabulosos promovido pela Fundação Estudar. Participei da Conferência Ene – Gestão Empresarial 2016 que foi realizada no dia 15 de agosto na Câmara Americana de Comércio (AMCHAM) em São Paulo. Vou abordar diferentes aspectos do evento e por esse motivo teremos 3 posts sobre o assunto: primeiro um vislumbre geral e minha opinião e experiência pessoal, no segundo texto falarei sobre o grande dia do evento e por último sobre o processo de inscrição, as etapas, o desenrolar do evento e mais algumas recomendações para aqueles que se interessarem.

Mas vamos por partes. Afinal de contas o que é a Fundação Estudar?

“ Há 25 anos, a Fundação Estudar seleciona os jovens mais brilhantes do país, oferecendo bolsa de estudos por mérito para cursarem as melhores escolas do Brasil e do mundo. A Fundação Estudar acredita que o Brasil será um país melhor com mais jovens determinados a seguir uma trajetória de impacto !“

Missão nobre e nada fácil, uma das ações da Fundação é promover a Conferência Ene. O evento é realizado desde o ano de 2014, com diversos formatos focados em áreas específicas de carreiras (Gestão Empresarial, Mercado Financeiro, etc) e coloca frente a frente jovens de alto potencial e empresas em busca de bons profissionais. Em suma, é realizado um grande processo seletivo (que já é um enorme filtro pros realmente interessados) e é aí que começo a destacar que a Ene é realmente lugar de gente boa. Em função do processo diversos são os indecisos, que ficam pelo caminho antes mesmo de terminar a primeira etapa (mas falaremos sobre isso no próximo post).

Dentre os selecionados para participar há um grupo ainda mais seleto que recebe a oportunidade de apresentar um pitch pessoal diretamente às empresas participantes. E o que raios é um pitch? Certamente você já ouviu falar de uma tal dinâmica do elevador. A metodologia de apresentação de um pitch baseia-se na ideia de que, num curto espaço de tempo entre um abrir e fechar de portas de um elevador, você seja capaz de convencer alguém sobre algo. Pitches são muito utilizados no mundo startup, mas no contexto da Ene é uma apresentação de 2 minutos para cada participantes “vender seu peixe”, contar a sua história: formação, vitórias, fracassos, aprendizados e sonhos em 2 minutos (isso mesmo, 2 minutos).

Bem, tive a felicidade de ser selecionado dentre pouco mais de 10900 participantes para ser um dos 77 a apresentar-se frente às empresas. Confesso que, inicialmente, talvez por não entender a proporção do evento ou por outro motivo qualquer, eu não estava dando muita importância. Mas foi impossível conter os ânimos ao chegar no local do evento e me ver entre aquele grupo privilegiado que estava tendo a oportunidade de interagir com 40 empresas, entre elas Ambev, BTG, Raízen, Honda, Pearson, BK, Falconi, Google, Globo, JBS, e tantas outras.

Alguns dias antes do evento começamos a receber orientação e diversos documentos da organização que nos auxiliariam a aproveitar ao máximo o evento. Desde este momento eles já mandaram muito bem, recomendando diversas atividades de autoconhecimento e de estudo das empresas. Isso faz toda a diferença na hora de interagir com as empresas, saber quem você e o que move te ajudará sempre a entender atividades e tarefas que vão te trazer satisfação e sempre extrair o melhor de você. Esse é um grande aprendizado que eu sempre tive em mente, mas realmente pude por em prática durante às interações nas mesas de relacionamento da Ene. E pra potencializar ainda mais essas interações, os selecionados recebem um Currículo Ene baseado nas atividades realizadas durante o processo seletivo. São avaliadas características como estilo de trabalho, valores, etc e partir disso é realizado um fit entre jovens participantes e empresas. Nesse momento é curioso perceber a grande quebra de paradigma para muitos e saber que empresas nas quais você nunca se imaginou e/ou muitas vezes nem conhece a fundo se apresentam abertas ao seu perfil.

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A ansiedade era grande e como participante do pitch foi solicitado que eu fosse um dia antes para São Paulo para participar de um workshop de preparação com estratégias e atividades para auxiliar na apresentação. Interessante foi que, assim como eu, uma galera se antecipou ainda mais e tivemos o primeiro happy hour e a primeira oportunidade de troca de experiências. Muitos quilômetros rodados, muitas milhas voadas e lá estavam participantes dos 4 cantos do país. No domingo, primeiro evento oficial,éramos 77 jovens buscando se conhecer um pouco melhor para se apresentar. Foi muito proveitoso e com o auxílio de uma galera muito bacana da Fundação ao final do dia eu me sentia mais confiante para falar sobre mim, mas ainda muito confuso sobre o que exatamente falar. Foram muitos insigths bacanas, mas era hora de filtrar tudo, por na ponta do lápis e me preparar pro grande dia…

Engenheiro eletricista, professor de inglês, DJ, empreendedor, faixa roxa e instrutor de Jiu Jitsu, geek e, acima de tudo, caçador de sonhos!

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