O dia em que eu me apaixonei… pelo Jiu Jitsu!

Era uma vez um garoto inquieto, que buscava sua paz interior… ops, peraí! Eu sempre fui muito inquieto mas não é assim que começa essa história!

Ano de 2011, segundo semestre do curso de Engenharia Elétrica. Eu já estava habituado a vida em Itabira, cidadezinha tranquila do interior, e às vezes não tinha muita coisa pra fazer. Um belo dia, estava eu em uma aula de física (ou cálculo, não me lembro ao certo), entraram na sala o prof. de Educação Física da universidade e ao lado um “tio careca”. Ninguém deu muita moral, ele veio falar de um tal de Jiu Jitsu, defesa pessoal, etc mas eu que sempre fui vidrado em artes marciais fiquei com os olhos até brilhando! Ele saiu da sala e deixou um cartãozinho com um endereço que eu não tinha a menor ideia de onde era mas estava decido a ir pra fazer uma aula.

Passaram-se alguns dias e depois de muita enrola, de ter perdido o cartão com o endereço e de tudo mais, eu achei o local e fiz a minha primeira aula. Era um lugar bem distante das belas academias que eu tinha visto enquanto assistia vídeos na internet, mas, independente de qualquer coisa, era aconchegante. Conheci o “tio careca”: Prof. Joaquim Assenção (é Assenção mesmo, não se atreva a tentar corrigir para Assunção que ele vira uma fera), um cara tranquilo, humilde, com um jeito engraçado de ensinar mas com um coração enorme. Mal sabia ele que se tornaria tão importante em minha trajetória dentro e fora dos tatames.

Foi uma aula com nada de mais: uns rolamentos meio chatos, uma conversa de que “quem luta não briga!”, coisa que no início eu não dava valor, e hoje eu me pego sempre repetindo aos meus alunos… Depois daquela aula por vários motivos eu enrolei pra voltar até que, finalmente, comprei meu primeiro kimono (até porque não dava pra ficar treinando com o kimono vermelho desbotado que um amigo havia me oferecido). Lá estava eu com 1,80m e 68kg num tatame cheio de “brutamontes” pra descobrir se esse tal de Jiu Jitsu funcionava mesmo pra “gente pequena” se defender contra qualquer um.

Bem, depois de muita ralação, muita cara amassada, dedos inchados, cartelas de analgésico, chaves de braço, estrangulamentos (não me pergunte porque a gente faz isso, acho que é o tipo de coisa que só entende quem pisa no tatame), onde eu estava mesmo? Ah, é, depois de muitos desafios vencidos, eu me vi apaixonado pela arte suave e percebi o impacto e a disciplina que a arte marcial trouxe pra minha vida.  O jiu-jitsu passou a ser uma grande metáfora para minha vida.

E nessa “brincadeira” tomei gosto por competir e aí foram:

3º lugar – Copa Catas Altas de Jiu Jitsu (Catas Altas – 2013)
3º lugar – Panamerico X-Combat de Jiu Jitsu (BH – 2013)
1º lugar – Copa Plataforma de Jiu Jitsu (BH – 2014)
3º lugar absoluto – Copa Leão Dourado de Jiu Jitsu (BH – 2015)
2º Lugar – Copa Manhuaçu de Jiu Jitsu (Manhuaçu – 2015)
2º Lugar – Open Jiu Jitsu sem Fronteiras (BH – 2015)
3º Lugar Absoluto – Open Jiu Jitsu sem Fronteiras (BH – 2015)
2º Lugar – Open Heroes (No Gi) – (BH – 2015)
3º Lugar – Panamerico X-Combat de Jiu Jitsu (BH – 2015)

I can, I will, I must

Longe de um currículo de alto nível mas um sinal de superação para alguém que, em meio a tanta loucura e tantas outras atividades, faz questão de não deixar de treinar um dia sequer. Tudo isso naturalmente me conduziu a me tornar instrutor na academia, motivado pela ideia de dividir com os outros um pouquinho daquilo que me faz tão bem. Aprendi a lidar com pressão, dificuldades, aprendizado contínuo, persistência, aprendi a lidar com o meu ego, fiz amigos por todo o país e também fora dele e luto cada dia para ser melhor do que fui ontem. O Jiu Jitsu me fez definitivamente uma pessoa melhor e quando você entende isso ele passa a ser um estilo de vida! E sobre essa jornada que começou em 2011 vai ter sempre muito mais histórias pra contar…

Engenheiro eletricista, professor de inglês, DJ, empreendedor, faixa roxa e instrutor de Jiu Jitsu, geek e, acima de tudo, caçador de sonhos!

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