Viajar sozinha, por que não?

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A última viagem que fiz durante o meu intercâmbio e uma das que mais me surpreendeu: um final de semana em Melbourne. Melbourne é a capital do estado de Victoria, na Austrália, e é bem conhecida por ter sido eleita a melhor cidade do mundo pra se morar. Além de a cidade ser incrível a maior (e melhor) parte da aventura foi o fato de eu ter ido sozinha. Sim, peguei minha câmera, coloquei algumas roupas na mochila e numa sexta feira depois do expediente do estágio (e de um voo cancelado uma vez e atrasado cerca de 2 horas e meia) eu parti de Sydney pra Melbourne sem nenhum conhecido comigo. Planejei minha viagem em um final de semana com a ajuda de alguns amigos e como eu só tinha dois dias pra ela, me limitei aos lugares mais visitados. Reservei um tour para o sábado e deixei meu domingo livre para descobrir a cidade. Na cara e na coragem, around the Land Down Under.

Cheguei de madrugada no hostel que reservei e tive umas 4 horas para dormir e levantar para a minha day trip pela Great Ocean Road. A Austrália é cheia de pequenos paraísos e este é um dos que não podem faltar na lista de quem quer conhecer o país. A atração se trata de cerca de 250 km de estrada que corta a costa do estado de Victoria, passando por várias cidades, florestas tropicais, praias e penhascos que compõe um cenário maravilhoso! E pra conhecer isso tudo lá estava eu e um grupo de pessoas que nunca havia visto em uma van com um guia turístico muito bem-humorado. O dia contou com paisagens maravilhosas e a tão desejada visita aos Twelve Apostoles, os Doze Apóstolos: são rochas esculpidas pela ação do vento e da água na costa (mas que na verdade nem são 12 mais porque alguns já foram derrubados pela ação das ondas do mar nas rochas… me disseram que quando forem apenas 7 a atração vai passar a se chamar Seven Dwarfs, os 7 Anões, haha!). Jogamos frisbie na praia, almoçamos com os seagulls que na verdade querem roubar nosso almoço, encontramos com coalas e cangurus em seu habitat natural  e finalizamos o dia com pizza, tudo isso enquanto cercados por um cenário lindo. Voltamos para Melbourne com a vista de um por do sol que me mostrou que eu estava no lugar certo e na hora certa. E no domingo acordei cedo para descobrir a cidade. Melbourne tem encantos em cada esquina, e como muita gente tinha dito, é realmente apaixonante! Visitei o centro da cidade que realmente impressiona pela arquitetura, a charmosa Flinders Street Station, a AC/DC Lane, a Federation Square, esbarrei com a montagem da estrutura do Australia Open que começaria naquela semana, o Jardim Botânico, e o Shrine of Remembrance, monumento que homenageia os mortos na I Guerra Mundial e de onde pude ver Melbourne por cima. Gastei mais algumas horas perdida e encantada com a cidade de arranha-céus curiosos, incluindo um em que de longe se pode ver o rosto de um homem, e terminei almoçando a melhor parmegiana da Austrália. E, apesar de estar viajando sozinha, eu não me senti solitária em momento nenhum.

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Alguns dos Apóstolos

“Mas, Jé, porque você resolveu fazer uma viagem sozinha?” (#foreveralone). Bom, além do fato de todos os meus amigos já terem visitado a cidade e de eu querer muito ir, fui muito encorajada por amigos (inclusive pelo Eddie) a experimentar uma viagem sozinha. E, olha, não sabia que a experiência me daria tanto frio na barriga. Bom, fui sozinha pra Austrália, mas todo mundo estava sozinho então não conta! Sempre viajei sozinha pra lá e pra cá nas minhas andanças por Minas, mas foi a primeira vez que eu chegaria e ficaria “sozinha” durante a viagem. Entre aspas porque, como eu disse, não foi o que aconteceu. Fiz amigos durante o primeiro dia de viagem com quem inclusive almocei no dia seguinte e o fato de estar sem meus amigos com quem fiz outras viagens não foi um problema. Eu pude controlar minha viagem, visitar os pontos que eu realmente queria da cidade e andar por aí. Eu me senti livre pra fazer o que eu queria e foi o que fiz – o que resultou na troca de um sábado a noite na balada por ficar trocando experiências no quarto do hostel com uma peruana que estava viajando para Hong Kong no dia seguinte e depois iria fazer um tour pela Europa. São menos preocupações, um tempo dedicado só para você. E, sim, você conhece pessoas incríveis! Quando a gente viaja em grupo acaba se limitando a quem já está com a gente, mas quando sozinho você está muito mais aberto a conhecer gente nova e isso vale muito a pena.

Viajar sozinha foi mais um dos desafios que me propus e que adorei ter cumprido. E na volta para Sydney ainda conheci mais algumas pessoas que me perguntaram sobre a aventura quando eu disse que estava viajando sozinha… “Mas, por que você veio?” “Eu queria visitar o lugar e achei que essa seria uma boa oportunidade…” “Veio sem conhecer ninguém aqui?” Ah, meu caro,  o mundo estava inteiro de braços abertos pra me receber.

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Curiosa, engenheira, independente e detalhista. Adora viajar, tirar fotos e mais um monte de coisas.

One Reply to “Viajar sozinha, por que não?”

  1. Oi jé, aqui é o Reinaldo, Do you remember me? OK. Adorei o new post, viajar sozinho é uma das mais grandes e boas experiências que se pode ter, quando tudo da certo né rsrs… Mas enfim, sempre que você fala de suas experiências aqui no blog, fico me imaginando e me vendo no seu lugar kk, deve ser incrível… Não pense que isso que eu falei, seja algum tipo de inveja de você, muito pelo contrário, gosto muito de ouvir ou ver as pessoas contando suas experiências de como viveu, o que fez e aproveitou “lá fora”. Isso é motivador kkkkk!! Mas é como você disse: “quando viajamos com amigos, ficamos meio que limitado somente a eles”, não que isso seja algo ruim, mas é melhor ainda quando você vai para algum lugar para fazer algo e consegui fazer o que você realmente queria… É sempre bom fazer novas amizades, também gosto muito de conhecer pessoas novas kkk!
    Jé, parabéns pela experiência, não está ” lá” com você, mais achei incrível… me senti viajando também kk! You are awesome! Abraços!

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