Quem disse que você não é isso tudo?

Durante as Olimpíadas você deve ter escutado em vários jornais sobre as impressões dos estrangeiros quanto ao brasileiro. O que mais me chamou a atenção foi o que chamaram de “complexo do vira-lata”: a inferioridade em que o brasileiro se coloca diante do resto do mundo. Esse termo na verdade foi criado por um brasileiro mesmo, Nelson Rodrigues, depois de uma derrota da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo em 1950 e retomado algumas vezes pela mídia do mundo. Sabemos das limitações do nosso país tropical e quando nos referimos a ele isso acaba sendo mais relevante que tudo de bom que temos aqui. E quando é sobre você mesmo a coisa não muda muito. Acabamos elevando nossas dificuldades e esquecemos de destacar os méritos.

Comecei a pensar nisso quando resolvi fazer um destes testes de autoconhecimento. Eu tinha que preencher duas colunas com os títulos “pontos fortes” e “pontos fracos”. Meus pontos fracos vieram de forma fácil na minha cabeça, reconheci quase todos os necessários para preencher os tópicos enquanto os pontos fortes me exigiam pensar. Pedi ajuda ao Eddie e ele me deu uma dica: “se você colocar autoconfiança como ponto fraco vai fazer muito sentido!”. E essa fala me fez pensar no que já estava me incomodando há um tempo. Confundindo humildade com o tal complexo do vira-lata, tenho dificuldade para reconhecer no que sou boa, meu diferencial. Falta me conhecer e reconhecer as minhas conquistas, o tamanho delas. Mas isso só me atrapalha porque, se não você mesmo, quem vai te dizer que você é bom? O mundo tem sim gente que coloca a gente pra cima e diz que a gente é o melhor (obrigada, mãe!), mas não espere estar cercado de gente assim o tempo todo. Na verdade, é bem provável que nenhum deles esteja ao seu redor. É melhor você reforçar seu escudo de autoconfiança e evitar que as portas fechadas e as situações difíceis te façam ficar pelo caminho. Se conheça, se desenvolva. Você é o protagonista e o principal responsável pelo seu sucesso então é você quem tem que saber e fazer o seu melhor!

O que me incomodava me fez procurar recursos e ferramentas de autoconhecimento. Se você não conhece seus pontos fortes (ou os fracos) alguma práticas podem ajudar muito! Existem sites e testes online que descrevem seu perfil e você só precisa responder algumas perguntas. E também pode exercitar sozinho esses pensamentos: lembre-se de situações difíceis e como as superou, quais atitudes foram decisivas pra isso ou pergunte para pessoas que confia quais seus comportamentos positivos.

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O que tem orgulho de dizer que já fez? Quais suas conquistas? Não precisam ser coisas grandiosas, são características que fazem parte do seu cotidiano e que são sua saída no desempenho de suas atividades. É nesse tipo de reflexão que você começa a se conhecer e, a partir daí, desenvolver o que tem de melhor. A autoestima é o que faz a gente reagir quando o jogo está difícil, o que faz a gente ter coragem. Sem ela nos convencemos que somos coitados e acabamos por nos tornar dependentes do acaso e de outras pessoas, conformados. Tome as rédeas de sua vida. Se você não acreditar, ninguém fará isso por você.

Curiosa, engenheira, independente e detalhista. Adora viajar, tirar fotos e mais um monte de coisas.

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